O dia 26 de junho de 2016 ficou marcado como um dos momentos mais impactantes da carreira de Lionel Messi. Após perder a final da Copa América Centenário para o Chile, nos pênaltis, o craque argentino surpreendeu o mundo ao anunciar que estava deixando a Seleção Argentina.
Abalado pela quarta derrota em finais com a camisa da Albiceleste — depois das Copas Américas de 2007, 2015 e da Copa do Mundo de 2014 —, Messi declarou que seu ciclo havia terminado.
“Para mim, a seleção acabou. Fiz tudo o que podia. Dói muito não conseguir ser campeão.”
A declaração gerou enorme comoção na Argentina e repercutiu em todo o planeta. Muitos acreditavam que aquele seria realmente o fim da trajetória do maior jogador da história do país com a camisa da seleção.
A aposentadoria durou pouco
A pressão popular, o apoio de companheiros, dirigentes e torcedores fizeram Messi repensar sua decisão.
Menos de dois meses depois, em agosto de 2016, o camisa 10 voltou atrás e confirmou seu retorno para disputar as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.
A decisão mudou completamente a história da Seleção Argentina.
A redenção que parecia impossível
Nos anos seguintes, Messi finalmente conquistou tudo aquilo que parecia escapar de suas mãos.
O primeiro grande título veio na Copa América de 2021, quando a Argentina venceu o Brasil por 1 a 0, no Maracanã, encerrando um jejum de 28 anos sem conquistas.
Em seguida, levantou a Finalíssima de 2022, diante da Itália, reforçando o excelente momento da equipe comandada por Lionel Scaloni.
Mas o capítulo mais importante ainda estava por vir.
O sonho realizado no Catar
Em dezembro de 2022, Lionel Messi coroou uma das maiores trajetórias da história do futebol ao conquistar a Copa do Mundo, no Catar.
Após uma final histórica contra a França, decidida nos pênaltis, a Argentina voltou ao topo do futebol mundial após 36 anos, e Messi levantou o único troféu que faltava em sua carreira.
Além do título, foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo, consolidando de vez seu legado entre os maiores atletas de todos os tempos.
Uma história de superação e legado
O anúncio da aposentadoria em 2016, que parecia representar um fim melancólico, acabou se transformando no início do capítulo mais vitorioso da carreira de Lionel Messi com a Seleção Argentina.
De alvo de críticas por não conquistar títulos, o camisa 10 tornou-se campeão da Copa América, da Finalíssima, da Copa do Mundo e, posteriormente, também da Copa América de 2024, entrando definitivamente para a história como o maior vencedor da Albiceleste.
Hoje, dez anos depois daquele anúncio que chocou o futebol, a decisão de voltar é lembrada como uma das escolhas mais importantes da carreira de Messi — e um exemplo de que, muitas vezes, os maiores finais felizes surgem justamente após os momentos mais difíceis.
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