A altitude de La Paz voltou a ser assunto antes da decisão entre São Paulo x Bolívar, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Após o empate por 1 a 1 no jogo de ida, o meia Robson Matheus, do clube boliviano, respondeu às críticas de equipes brasileiras e explicou por que, curiosamente, prefere jogar fora de casa.
Segundo o jogador, o Bolívar já está acostumado com as reclamações dos adversários sobre os efeitos da altitude e não pretende mudar seu local de mando por conta disso.
“Os times que vêm aqui já reclamaram disso, já se voltou ao normal, a gente nem liga mais. E a gente joga onde a gente mora.”
Bolívar diz que encontra mais espaços fora de casa
Apesar de reconhecer a importância da altitude para o Bolívar, Robson Matheus afirmou que a equipe consegue encontrar mais espaços quando atua longe de La Paz.
De acordo com o jogador, os adversários costumam adotar uma postura mais defensiva na altitude, chegando a utilizar uma linha com cinco jogadores. Fora de casa, porém, os rivais tendem a buscar mais o jogo, deixando espaços para os bolivianos explorarem.
O meia também citou a vitória do Bolívar sobre o Grêmio, em Porto Alegre, como um resultado importante para aumentar a confiança da equipe nos jogos como visitante.
Pressão do Morumbis preocupa
Para o confronto contra o São Paulo, Robson Matheus apontou a torcida como uma das principais dificuldades. A expectativa é de um Morumbis lotado para empurrar o Tricolor em busca da classificação.
O jogador, entretanto, acredita que a pressão também pode jogar contra o São Paulo. Para ele, o Bolívar precisa aproveitar um eventual nervosismo dos donos da casa para buscar o gol e aumentar a tensão da partida.
São Paulo x Bolívar: quem avança?
Com o 1 a 1 no jogo de ida, quem vencer no Morumbis garante vaga nas quartas de final da Sul-Americana. Em caso de novo empate, a classificação será decidida nos pênaltis.
O Bolívar chega confiante após bons resultados fora de casa, enquanto o São Paulo aposta na força de sua torcida para confirmar a classificação.
A decisão promete muita pressão, estratégia e, principalmente, um duelo entre a força da altitude e o peso do Morumbis.
