O zagueiro Ruan Tressoldi, atualmente no Atlético-MG, entrou na Justiça do Trabalho contra o São Paulo e cobra uma indenização de quase R$ 14 milhões. Na ação, o jogador acusa o ex-clube de negligência médica após uma lesão no joelho direito sofrida durante uma partida contra o Palmeiras, em maio de 2025.
Segundo a defesa do atleta, Ruan comunicou o problema ao departamento médico do São Paulo, mas teria continuado sendo utilizado em partidas. Os advogados também alegam demora na realização de exames, utilização de infiltrações para que o jogador pudesse atuar e tratamento com PRP (plasma rico em plaquetas) sem o devido consentimento.
🏥 Ruan acusa São Paulo de negligência médica
De acordo com a ação, uma ressonância realizada quatro dias após o jogo contra o Palmeiras identificou lesões que não apareciam no exame admissional realizado quando o jogador chegou ao São Paulo.
A defesa de Ruan também afirma que o clube não teria emitido a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e não teria disponibilizado o seguro obrigatório previsto na legislação esportiva.
O jogador ainda afirma que precisou arcar com aproximadamente R$ 26,4 mil em despesas médicas e hospitalares, além de outros R$ 2,1 mil com fisioterapia.
💰 Quanto Ruan Tressoldi cobra do São Paulo?
O valor total da ação é de R$ 13.729.407,25. Entre os principais pedidos estão:
- R$ 6 milhões por indenização relacionada ao seguro obrigatório;
- R$ 4,5 milhões por danos morais;
- Ressarcimento das despesas médicas e de fisioterapia;
- Cerca de R$ 540 mil referentes a direitos de imagem em atraso.
O processo tramita na 4ª Vara do Trabalho de São Paulo.
⚖️ São Paulo nega negligência
Em sua defesa, o São Paulo nega qualquer negligência médica e contesta a existência de um acidente de trabalho. O clube afirma que Ruan já apresentava alterações nos joelhos antes de ser contratado e sustenta que a lesão teria origem degenerativa.
O Tricolor também afirma que ofereceu acompanhamento médico, exames, fisioterapia, tratamento com PRP e consultas com especialistas durante o vínculo do atleta.
Sobre o seguro obrigatório, o São Paulo garante que possuía uma apólice com cobertura superior a R$ 3,3 milhões, mas afirma que o jogador nunca acionou a seguradora.
O clube também contesta os pedidos de danos morais e afirma que Ruan continuou sua carreira profissional, sendo posteriormente contratado pelo Atlético-MG após ser aprovado nos exames médicos.
O caso ainda será analisado pela Justiça, e não há decisão definitiva sobre as acusações apresentadas pelo jogador.
