Um levantamento estatístico elaborado pelo Gato Mestre, em parceria com o economista Bruno Imaizumi, já considerando todas as seleções convocadas, aponta a Espanha como principal candidata ao título da Copa do Mundo de 2026. De acordo com a análise, a equipe espanhola possui 11,05% de probabilidade de conquistar o troféu, apresentando ligeira vantagem sobre a França, que surge na segunda posição com 10,85%. O Brasil aparece apenas como a sexta força, com 5,03% de chances de ser campeão. Em um cenário com 48 seleções participantes, a probabilidade média de título é de 2,08%.
A campanha da Espanha nas eliminatórias reforça esse favoritismo. A equipe liderou seu grupo com 16 pontos, superando adversários como Turquia, Geórgia e Bulgária. Um dos destaques foi a expressiva vitória por 6 a 0 sobre os turcos, fora de casa, além do empate em 2 a 2 na rodada final.
Já a França também garantiu vaga como líder de sua chave, somando 16 pontos diante de seleções como Ucrânia, Islândia e Azerbaijão. Atualmente, ocupa a primeira posição no ranking da FIFA, enquanto a Espanha aparece logo na sequência.
O desempenho irregular da seleção brasileira nas eliminatórias sul-americanas impacta diretamente sua colocação nas projeções. O Brasil encerrou a fase classificatória na quinta posição, com 28 pontos, distante da Argentina, que liderou com 38. Eventuais evoluções só terão impacto estatístico à medida que os jogos do Mundial forem disputados.
Segundo Bruno Imaizumi, os números representam apenas um retrato momentâneo das probabilidades. “Trata-se de uma estimativa baseada nos dados disponíveis antes do início da competição. Não é uma previsão definitiva, mas sim um modelo dinâmico que se ajusta conforme os resultados acontecem”, explica o economista.

A metodologia utilizada combina indicadores ofensivos e defensivos para calcular, partida a partida, as probabilidades de cada resultado e, consequentemente, o avanço das seleções no torneio. Entre os principais critérios analisados estão o xG (expected goals), o ranking da FIFA, a qualidade dos elencos — estimada com base no valor de mercado dos jogadores segundo o Transfermarkt — e o histórico de participação em Copas do Mundo. Esses elementos permitem mensurar tanto o desempenho recente quanto a experiência competitiva das equipes.
Outras projeções divulgadas recentemente seguem linha semelhante, ainda que com variações nos percentuais. O banco Goldman Sachs, por exemplo, atribui à Espanha 26% de chances de título, contra 19% da França, 14% da Argentina e 8% do Brasil, deixando 33% distribuídos entre as demais seleções.
Já um modelo desenvolvido pela Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp) aponta a Espanha como favorita com 15,57% de probabilidade, seguida pela Argentina com 13,62%. Nesse estudo, o Brasil aparece apenas como a nona força, com 4,68%.
De acordo com o supercomputador da Opta, empresa especializada em análise de dados esportivos, a Espanha lidera com 16,1% de chances de título, seguida pela França com 13%. O Brasil surge novamente na sexta posição, com cerca de 6% de probabilidade.
Em contraste com os modelos estatísticos, há também previsões mais subjetivas. O economista alemão Joachim Klement, conhecido por acertar os campeões das últimas três edições do torneio, projeta a Holanda como vencedora da Copa de 2026, além de prever a eliminação do Brasil ainda na segunda fase, diante do Japão.
Independentemente das projeções, os dados reforçam o equilíbrio da competição e evidenciam que as probabilidades iniciais podem sofrer alterações significativas ao longo do torneio, conforme o desempenho das seleções dentro de campo.

















